Meta Ads para advogados

Por Henrique Castro Gardin, fundador da Prospexia

Meta Ads na advocacia faz o contrário do Google: em vez de esperar a busca, interrompe alguém que tem o problema e ainda não procurou ajuda. Isso gera mais volume e custo por contato menor, com uma contrapartida direta: o contato chega mais frio e a qualificação passa a ser a parte que decide o resultado.

Meta gera demanda, não captura

A pessoa que vê o anúncio no Instagram não estava procurando advogado. Ela estava rolando o feed. O criativo precisa fazer o trabalho que a busca faz no Google: mostrar em segundos que aquele problema tem nome, tem prazo e tem solução.

Por isso a métrica de entrada é diferente. No Meta é normal receber muito mais contatos por real investido e uma parcela maior deles não ter caso real. Julgar a campanha pelo número bruto de leads engana; o número que vale é o custo por lead qualificado.

O criativo é o que decide

Nenhuma configuração de segmentação compensa um criativo fraco. Na advocacia, o que costuma funcionar é o vídeo curto em que o próprio advogado explica um direito específico, com linguagem simples e sem juridiquês, deixando claro para quem aquilo serve.

Segmentação e os limites da plataforma

A Meta restringe segmentação por características sensíveis, e temas jurídicos frequentemente esbarram nessas regras. Na prática, o escritório não deve contar com microssegmentação: o público é razoavelmente amplo e quem filtra é o criativo e o formulário, não o painel.

É também por isso que a qualificação precisa ser bem feita. O formulário deve perguntar o suficiente para separar quem tem caso real de quem quer orientação gratuita, sem ficar tão longo a ponto de derrubar o preenchimento.

Formulário nativo ou landing page

O formulário nativo da Meta abre dentro do aplicativo, tem menos atrito e costuma entregar mais contatos por menos. A contrapartida é que o lead chega com menos contexto e muitas vezes sem lembrar direito do que preencheu.

A landing page pede um clique a mais e entrega contato mais consciente, além de permitir contar a história inteira antes de pedir os dados. A escolha depende da área: causas de urgência toleram o formulário nativo, casos de ticket alto costumam pedir a página.

Os erros que queimam verba

Perguntas frequentes

Advogado pode anunciar no Instagram?

Pode. O Provimento 205/2021 do Conselho Federal da OAB permite o impulsionamento pago de conteúdo informativo, inclusive no Instagram e no Facebook. Continuam vedadas a promessa de resultado, a menção a honorários como chamariz e a oferta dirigida a caso concreto ou a fato recente de repercussão.

Por que meu anúncio no Instagram só traz lead desqualificado?

Quase sempre por duas causas somadas: criativo com promessa genérica, que atrai qualquer pessoa, e formulário que pede apenas nome e telefone. A correção é filtrar no criativo, deixando claro o tipo de caso atendido, e colocar perguntas de qualificação no próprio formulário.

Qual o investimento mínimo no Meta Ads para advocacia?

O piso não é um valor de tabela, é o volume de contatos necessário para a campanha sair da fase de aprendizado dentro do mês. Verba pequena demais faz a plataforma nunca aprender quem converte, e o custo por contato fica alto justamente por falta de dados.

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